A Coreia do Sul oferece uma experiência única aos viajantes, pois combina grandes cidades vibrantes com paisagens naturais tranquilas. Entre os imprescindíveis destacam-se o Palácio Gyeongbokgung e o Santuário de Jongmyo em Seul, o mercado Jagalchi e a praia de Haeundae em Busan e as grutas de Manjanggul na ilha de Jeju.
Neste guia explicam-se os requisitos de entrada na Coreia do Sul atualizados: que documentação é necessária, como preparar a viagem e que opções existem para obter a autorização de entrada consoante a nacionalidade e o motivo da viagem.
Requisitos de entrada na Coreia do Sul
Passaporte
Para entrar na Coreia do Sul é necessário ter um passaporte válido com pelo menos 6 meses de validade.
Importante se for solicitada a K-ETA: a K-ETA (quando aplicável) é válida até 3 anos ou até à data de expiração do passaporte, consoante o que ocorrer primeiro. Se o passaporte for renovado, normalmente será necessário solicitar uma nova K-ETA.
Visto
Muitos viajantes não precisam de solicitar um visto tradicional para a Coreia do Sul para estadias curtas, podendo entrar com uma K-ETA (Korea Electronic Travel Authorization), uma autorização eletrónica de viagem. A K-ETA permite múltiplas entradas durante a sua validade e é válida até 3 anos a contar da aprovação ou até à data de expiração do passaporte, consoante o que ocorrer primeiro.
Além disso, a Coreia do Sul mantém uma isenção temporária da K-ETA para determinadas nacionalidades/regiões até 31 de dezembro de 2026. Nesses casos, é possível viajar sem solicitar K-ETA durante o período de isenção (embora também possa ser solicitada de forma opcional).
Outras nacionalidades terão de solicitar um visto para a Coreia do Sul.
Se a nacionalidade e o motivo da viagem o permitirem, é possível solicitar uma K-ETA através da Visagov. Para tal, deve preencher o formulário, anexar a documentação necessária, efetuar o pagamento do pedido e aguardar a aprovação, que será enviada por e-mail.
Com este documento, poderá entrar e sair da Coreia do Sul várias vezes durante o seu período de validade. O tempo de permanência permitido em cada entrada depende da sua nacionalidade e das condições de admissão. Para mais detalhes sobre a K-ETA e outros tipos de vistos, consulte o nosso guia “Passos essenciais para obter o visto para a Coreia do Sul”.
Desde 24/02/2025, a Coreia do Sul permite apresentar a e-Arrival Card (declaração de entrada online), que é gratuita e é preenchida nos 3 dias anteriores à chegada.
Em princípio, deve ser apresentada pelos viajantes que entram no país, salvo exceções, como quem tenha K-ETA válida ou um cartão de residência.
À chegada, deve apresentar o passaporte e a K-ETA ou o visto (consoante se aplique). Além disso, para evitar incidentes, é aconselhável ter à mão documentação de apoio, como reserva de alojamento, bilhete de saída, itinerário ou carta-convite (se aplicável).

Seguro de viagem
Para viajar para a Coreia do Sul não é obrigatório ter um seguro médico ou de viagem, mas é altamente recomendável contratar um. Os serviços hospitalares na Coreia são de alta qualidade, mas são caros.
Os cuidados médicos são prestados após o pagamento de um depósito prévio que cubra o custo previsível dos serviços necessários. Em alguns casos, exige-se uma declaração de garantia prestada por um cidadão coreano. Contrate um seguro de viagem com ampla cobertura, sobretudo se vai realizar atividades de maior risco.
Vacinas
Em geral, a Coreia do Sul não exige vacinas obrigatórias para entrar no país. Como referência sanitária internacional, a febre amarela só é considerada em casos específicos relacionados com a origem da viagem (por exemplo, se se chega a partir de zonas de risco), pelo que convém verificar de acordo com o itinerário.
Ainda assim, antes da viagem é aconselhável rever as recomendações sanitárias e garantir que tem as vacinas de rotina em dia:
- Varicela
- Difteria-tétano-tosse convulsa (DTP/Tdap)
- Gripe (influenza)
- Sarampo-parotidite-rubéola (MMR)
- Poliomielite
- Herpes zóster
- COVID-19
Adicionalmente, consoante o tipo de viagem e o perfil do viajante, costuma recomendar-se:
- Hepatite A e B
- Febre tifoide (Typhoid): recomendada para a maioria dos viajantes, especialmente se visitar zonas rurais ou pequenas cidades, ou se conviver com residentes.
E, dependendo do caso específico:
- Raiva: se se prevê contacto com animais ou atividades de maior risco.
- Encefalite japonesa: para estadias longas ou viagens a zonas rurais com maior exposição a mosquitos.
A malária não é habitual na Coreia do Sul, mas existe risco limitado em áreas concretas e de forma sazonal. Em viagens a zonas de risco, pode ser recomendável avaliar a necessidade de profilaxia e, em qualquer caso, aplicar medidas anti-mosquitos (repelente e roupa comprida ao amanhecer/ao entardecer).
Moeda
A moeda da Coreia do Sul é o won sul-coreano (KRW). Pode pagar com cartão quase em todo o lado, mas é boa ideia levar algum dinheiro para mercados, bancas de rua ou lojas pequenas. Para obter won, o mais cómodo costuma ser levantar dinheiro em caixas multibanco (ATM) que aceitem cartões estrangeiros ou trocar em casas de câmbio; no aeroporto, a taxa de câmbio costuma ser pior. Alguns bancos podem pedir o passaporte ao trocar dinheiro.
Por fim, é importante saber que, na cultura sul-coreana, dar gorjeta não é habitual e pode até ser considerado falta de educação.