Requisitos para viajar a Cuba: guia completa 2026

por Visagov | 27 de maio de 2026

águas turquesa dos cayos cubanos com vegetação tropical

Cuba é um destino único nas Caraíbas: praias paradisíacas, música em cada esquina, arquitectura colonial e uma cultura vibrante que cativa desde o primeiro momento. Se está a planear a sua viagem, aqui estão todas as informações actualizadas sobre os requisitos para viajar a Cuba em 2026.

Requisitos para entrar em Cuba

Passaporte

Todos os viajantes devem apresentar um passaporte válido com um mínimo de seis meses de validade a partir da data de entrada no país. Certifique-se também de que não está danificado e de que as páginas estão em bom estado.

eVisa e formulário D'Viajeros para Cuba

Para entrar em Cuba precisa de tratar dois documentos obrigatórios antes de viajar: o eVisa turístico e o formulário D'Viajeros. A boa notícia é que com a Visagov pode geri-los juntos numa única gestão online.

Desde 1 de julho de 2025, o cartão turístico em papel foi oficialmente substituído pelo eVisa, um visto electrónico com uma validade de 90 dias a partir da entrada e uma estadia máxima de 90 dias por entrada. O formulário D'Viajeros gera o código QR que deverá apresentar tanto no embarque como à chegada a Cuba.

Trate o seu eVisa turístico + D'Viajeros para Cuba de forma rápida e simples através da Visagov. Se quiser mais informações sobre o processo, consulte o nosso artigo sobre como obter o visto para Cuba.

Alguns conselhos importantes:

  • Trate-o com um mínimo de 48 horas de antecedência em relação ao seu voo.
  • Leve o código QR também impresso, pois a conectividade nos aeroportos cubanos pode ser intermitente.
  • Se viajar em família, é necessário um formulário individual para cada membro, incluindo os menores.
  • Guarde o seu eVisa durante toda a viagem, pois terá de o apresentar também à saída do país.

Licença OFAC para viajantes com passaporte americano

Os viajantes com passaporte dos Estados Unidos devem também declarar uma categoria de viagem autorizada pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC). As 12 categorias reconhecidas são:

  • Assuntos oficiais do governo dos EUA, governos estrangeiros e organizações intergovernamentais
  • Actividades de fundações privadas ou institutos de investigação ou educação
  • Actividades religiosas
  • Actuações públicas, clínicas, workshops, competições atléticas e exposições
  • Projectos humanitários
  • Exportação, importação ou transmissão de informações ou materiais informativos
  • Visitas familiares
  • Actividade jornalística
  • Apoio ao povo cubano
  • Actividades educativas
  • Certas transacções de exportação autorizadas

Alojamento

É obrigatório apresentar o endereço do alojamento onde ficará hospedado em Cuba. Tenha-o pronto antes de passar pelo controlo migratório. Se procura uma experiência mais autêntica e económica, as casas particulares são o equivalente cubano dos bed and breakfasts e estão oficialmente regulamentadas e registadas.

Bilhete de regresso

Cuba exige a apresentação de um bilhete de ida e volta ou um bilhete de saída para outro destino. As autoridades migratórias têm o direito de solicitá-lo, e a sua ausência pode causar problemas no controlo de entrada.

Vacinas

Não há nenhuma vacina obrigatória para entrar em Cuba. No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha recomenda estar em dia com as vacinas de rotina e vacinar-se contra hepatite A, tifo, tétano e dengue antes da viagem. Na ilha circulam também vírus respiratórios como a gripe e a COVID-19, pelo que é aconselhável consultar o seu médico ou um centro de vacinação internacional antes de partir.

Evite beber água da torneira e consuma apenas alimentos lavados com água potável para prevenir intoxicações alimentares.

Seguro de viagem

O seguro de viagem é obrigatório para todos os viajantes a Cuba, sem excepção. As instalações de saúde do país podem ter carências de abastecimento, pelo que dispor de uma cobertura médica completa é especialmente importante. Se precisar de mais informações, consulte o nosso artigo sobre o seguro de viagem para Cuba.

Moeda cubana

Desde 2021, Cuba tem uma única moeda em circulação: o Peso Cubano (CUP). A moeda não pode ser retirada do país. Para mais informações sobre câmbio de divisas e como gerir o seu dinheiro na ilha, consulte o nosso artigo sobre a moeda em Cuba.

Para trocar divisas, o local oficial são as casas de câmbio CADECA. Pode também levantar CUP em caixas automáticas, embora tenha em conta que os cartões emitidos nos Estados Unidos não funcionam em Cuba e que as filas podem ser longas. Para evitar declarações aduaneiras, não leve mais de 5.000 USD em dinheiro.

Águas turquesa dos cayos cubanos com vegetação tropical

É seguro viajar a Cuba?

Cuba é considerada um dos destinos mais seguros das Caraíbas para os turistas. A criminalidade violenta é pouco frequente, embora em zonas turísticas movimentadas possam ocorrer pequenos furtos e burlões. Alguns conselhos básicos:

  • Não leve consigo mais dinheiro em numerário do que o necessário.
  • Evite caminhar sozinho por zonas pouco iluminadas à noite.
  • Desconfie de pessoas que se ofereçam espontaneamente para lhe trocar dinheiro ou levá-lo a algum lado.
  • Utilize serviços de transporte e alojamentos oficialmente registados.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha recomenda viajar a Cuba com precaução e manter-se informado sobre a situação do país antes de partir.

Internet e conectividade em Cuba

O acesso à internet em Cuba é limitado e mais lento do que noutros destinos. Para se ligar precisará de um cartão SIM local ou de um eSIM compatível com as redes cubanas. O operador principal é a ETECSA, e os seus cartões são vendidos em lojas oficiais.

O wifi gratuito só está disponível em determinados espaços públicos, hotéis e parques habilitados. Tenha em conta que algumas aplicações e serviços podem estar restringidos ou funcionar lentamente. Por isso, recomendamos:

  • Descarregue mapas offline antes de sair do seu país.
  • Leve impresso o código QR do formulário D'Viajeros, pois a conectividade no aeroporto pode ser intermitente.
  • Informe os seus contactos de que a comunicação pode ser mais limitada do que o habitual.

Como deslocar-se em Cuba?

Cuba tem várias opções de transporte para os viajantes:

  • Viazul: empresa de autocarros turísticos que liga as principais cidades do país. É a opção mais confortável e fiável para se deslocar entre destinos como Havana, Trinidad, Varadero ou Santiago de Cuba.
  • Táxis oficiais: disponíveis nas principais cidades. Negoceie sempre o preço antes de entrar se não tiverem taxímetro.
  • Carros clássicos: os famosos almendrones são táxis colectivos que seguem rotas fixas dentro das cidades. São económicos e uma experiência em si mesmos.
  • Aluguer de carro: possível mas limitado e relativamente caro. Recomenda-se a carta de condução internacional.

Qual é a melhor altura para viajar a Cuba?

A melhor altura para viajar a Cuba é de novembro a abril, durante a estação seca. As temperaturas são agradáveis, com médias entre 20 e 28°C, e a probabilidade de chuva é baixa.

De junho a outubro é a época dos furacões, com maior humidade e precipitações. Se viajar nesta época, escolha a zona oriental da ilha, que tende a estar menos exposta. A época alta coincide com dezembro e janeiro, quando os preços dos voos e do alojamento sobem consideravelmente.

Vale de Viñales, Província de Pinar del Río, Cuba

Conselhos práticos para a sua viagem a Cuba

  • Água: não beba água da torneira. Consuma sempre água engarrafada ou fervida.
  • Electricidade: a tensão é de 110V/60Hz, semelhante ao padrão americano. Se vier da Europa, precisará de um adaptador.
  • Gorjetas: são habituais e muito apreciadas. Nos restaurantes costuma deixar-se entre 10 e 15% da conta.
  • Cartões de crédito: os cartões emitidos por bancos americanos não funcionam em Cuba. O dinheiro em CUP é indispensável.
  • Fotografia: evite fotografar instalações militares, policiais ou governamentais.
  • Língua: o espanhol é a língua oficial. O inglês é compreendido nas zonas turísticas mas não está generalizado.
  • Casas particulares: oferecem uma experiência mais autêntica e económica do que os hotéis, e estão oficialmente regulamentadas e registadas.
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