O Nepal é a meca mundial do senderismo. Com sete dos picos mais altos do planeta, incluindo o Evereste, o país oferece alguns dos percursos de trekking mais espetaculares do mundo. Seja alpinista experiente ou esteja a viver a sua primeira aventura em alta montanha, o Nepal tem um itinerário para si.
Neste guia encontrará os melhores percursos de trekking no Nepal, com informação sobre duração, dificuldade e o que precisa de preparar antes de viajar, incluindo o visto para o Nepal, que pode solicitar online a partir de casa através da Visagov.
Comparativo dos melhores percursos de trekking no Nepal
A seguir encontrará um resumo dos percursos mais populares para fazer trekking no Nepal, com os dados essenciais para que possa escolher o que melhor se adapta ao seu nível e disponibilidade.
Campo Base do Evereste
- Duração: 12–14 dias
- Dificuldade: Alta
- Altitude máxima: 5.364 m
- Guia: Recomendado
Vale de Langtang
- Duração: 7–12 dias
- Dificuldade: Moderada
- Altitude máxima: 4.984 m
- Guia: Não obrigatório
Circuito do Annapurna
- Duração: 12–18 dias
- Dificuldade: Média-alta
- Altitude máxima: 5.416 m
- Guia: Não obrigatório
Poon Hill
- Duração: 4–7 dias
- Dificuldade: Baixa-média
- Altitude máxima: 3.210 m
- Guia: Não obrigatório
Reino de Mustang
- Duração: 14–20 dias
- Dificuldade: Alta
- Altitude máxima: 4.000 m
- Guia: Obrigatório
Circuito de Manaslu
- Duração: 14–17 dias
- Dificuldade: Alta
- Altitude máxima: 5.160 m
- Guia: Obrigatório
Lagos de Gokyo
- Duração: 10–12 dias
- Dificuldade: Moderada-alta
- Altitude máxima: 5.357 m
- Guia: Não obrigatório
Pikey Peak
- Duração: 7 dias
- Dificuldade: Média
- Altitude máxima: 4.065 m
- Guia: Não obrigatório
Campo Base do Evereste: o trekking mais icónico do Nepal
O trekking ao Campo Base do Evereste é, sem dúvida, o mais famoso do mundo. Atingir os 5.364 metros de altitude onde os alpinistas se preparam para conquistar o pico mais alto do planeta é uma experiência que poucas aventuras conseguem igualar.
Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário ser alpinista profissional para o completar, embora seja imprescindível uma boa condição física e, acima de tudo, respeitar os tempos de aclimatação. Recomenda-se planear pelo menos 12 dias para realizar o percurso em segurança. A rota está bem sinalizada e é frequentada por numerosos caminhantes, embora contratar um guia local seja sempre a opção mais segura e enriquecedora.
Vale de Langtang: natureza e cultura budista a um ritmo moderado
O trekking pelo vale de Langtang é ideal para quem procura uma combinação de paisagens variadas e experiência cultural sem enfrentar os percursos mais exigentes. Com uma duração de entre 7 e 12 dias, o percurso atravessa florestas frondosas, prados alpinos e glaciares, permitindo ao mesmo tempo conhecer de perto a vida rural nepalesa e a cultura budista da região.
É um dos percursos mais acessíveis a partir de Katmandu, o que o torna uma excelente opção para quem dispõe de tempo limitado mas quer viver uma experiência autêntica no Himalaia.
Circuito do Annapurna: mais de 250 km em torno dos oito-milistas
O circuito do Annapurna é considerado por muitos montanhistas como o trekking mais completo do Nepal. Com mais de 250 quilómetros de percurso em torno de picos de 8.000 metros e uma duração de entre 12 e 18 dias, é uma rota de dificuldade média-alta que recompensa com paisagens de uma grandiosidade extraordinária.
Para quem procura uma versão mais acessível, o Ghandruk Trek percorre a zona baixa do Annapurna em 3 ou 4 dias. Plantações de chá, aldeias tradicionais e vistas deslumbrantes do Himalaia sem necessidade de uma preparação física exaustiva.
Poon Hill: o percurso curto com as melhores vistas do Himalaia
Se dispõe de pouco tempo mas não quer abdicar das vistas do Himalaia, Poon Hill é o seu percurso. Com uma duração de entre 4 e 7 dias e um nível de dificuldade baixo-moderado, é perfeito para caminhantes com experiência básica. Do cume, a 3.210 metros de altitude, contemplam-se panorâmicas do Annapurna, do Dhaulagiri e de outros gigantes do Himalaia.
Reino de Mustang: um trekking remoto com cultura tibetana intacta
Escondido por detrás da cordilheira do Himalaia e isolado do mundo durante séculos, o antigo Reino de Mustang é um dos destinos de trekking mais singulares do Nepal. A sua paisagem árida e lunar, os seus mosteiros budistas e as suas aldeias de adobe conservam uma cultura e uma geografia quase intactas, tornando-o numa experiência única.
O percurso dura entre 14 e 20 dias e é um dos mais dispendiosos, uma vez que requer uma licença especial e a contratação obrigatória de um guia. Se procura autenticidade e não se importa de investir mais, Mustang vale cada cêntimo.
Circuito de Manaslu: o percurso mais exigente para trekkers avançados
O monte Manaslu é a oitava montanha mais alta do mundo, e o circuito que o rodeia é um dos trekkings mais desafiantes e menos massificados do Nepal. Com uma dificuldade alta e uma duração aproximada de 15 dias, está reservado para caminhantes com experiência prévia em alta montanha.
A regulamentação nepalesa exige ir acompanhado de um guia por cada dois caminhantes. Em contrapartida, o circuito oferece uma diversidade paisagística excecional e a sensação de se aventurar num Nepal ainda pouco explorado pelo turismo massificado.
Lagos de Gokyo: a alternativa remota ao Campo Base do Evereste
Se quer desfrutar do ambiente do Evereste longe das multidões, os Lagos de Gokyo são a sua melhor alternativa. Este percurso, muito menos frequentado, combina a beleza de lagos glaciares de um azul intenso com vistas panorâmicas de alguns dos picos mais altos do planeta. Completa-se em entre 10 e 12 dias e não é obrigatório contratar guia, embora seja recomendável.
Pikey Peak: panorâmica do Evereste sem grande esforço
Pikey Peak oferece uma das vistas panorâmicas do Evereste mais impressionantes do Nepal com uma dificuldade moderada. Em 7 dias e sem necessidade de uma preparação física exaustiva, este percurso é perfeito para quem quer contemplar o «telhado do mundo» sem enfrentar os desafios dos percursos mais longos. Por ser menos concorrido, permite desfrutar da montanha com maior tranquilidade.
Como preparar-se fisicamente para fazer trekking no Nepal?
A preparação física é fundamental para desfrutar do trekking no Nepal em segurança, independentemente do seu nível de experiência. Quanto mais exigente for o percurso escolhido, mais antecipação requer o treino.
Para os percursos mais intensos — Evereste, Manaslu ou Mustang —, os especialistas recomendam começar a treinar com pelo menos seis meses de antecedência. O objetivo é melhorar a resistência cardiovascular e fortalecer a musculatura das pernas, capacidades que se desenvolvem a longo prazo.
Uma boa rotina de preparação inclui caminhar entre 1 e 3 horas diárias, começando em terreno plano e progredindo para declives mais acentuados. É também importante habituar-se a carregar peso na mochila de forma gradual, até atingir cerca de 15 kg de forma confortável.
Para percursos de dificuldade baixa ou moderada como Poon Hill ou Pikey Peak, não é necessária uma preparação tão específica, embora seja conveniente estar habituado a caminhadas longas com desnível e a carregar peso nas costas.
Não se esqueça de solicitar o seu visto para o Nepal
Antes de embarcar na sua aventura, lembre-se que o Nepal exige visto à maioria das nacionalidades. Para evitar as filas no aeroporto de Katmandu, pode solicitar o seu eVisa para o Nepal de forma rápida e segura através da Visagov. Disponível nas modalidades de 15, 30 e 90 dias, consoante a duração da sua viagem.
Tem dúvidas sobre os requisitos de entrada? Consulte o nosso guia sobre o que precisa para viajar para o Nepal ou sobre como obter o visto para o Nepal passo a passo.